Singapura

Após uma escala de um dia no calor sufocante do Dubai (com tempo para uma pequena tour), chegámos ao nosso primeiro destino destas férias, Singapura. Logo à chegada ao aeroporto percebemos que se tratava de um país muito organizado. Contrariamente ao que aconteceu nos países que visitámos a seguir, a passagem pela imigração foi rápida e eficiente.

Apesar de já estarmos à espera que assim fosse, conseguimos ser surpreendidos quando começámos a explorar a cidade. Há bastantes regras que visam manter a cidade limpa e que são respeitadas pelos cidadãos. Por exemplo, o consumo de pastilha elástica é proibido (o que é mencionado nos alertas no aeroporto!), não é permitido comer ou beber nos transportes públicos e há vários locais onde é também proibido fumar, nomeadamente nos jardins (há zonas para fumadores em alguns pontos da cidade).

Apesar das temperaturas elevadas e da alta percentagem de humidade que nos faziam sentir numa sauna, andámos muito a pé pela cidade e é interessante ver o contraste entre as zonas modernas do centro e os bairros mais típicos como Little India ou Chinatown. Para quem gosta menos de andar ou prefere estar mais fresco pode sempre utilizar os transportes públicos que funcionam muito bem. Além disso, o ar condicionado está sempre a funcionar e nem em hora de ponta estão cheios.

Passámos 4 dias em Singapura, alojados em Little India e invariavelmente os nosso dias terminavam na marina onde os edifícios modernos e a vida nocturna da cidade fizeram as nossas delícias. Deixamos aqui algumas sugestões e impressões dos locais por onde passámos.

Little India

Ficámos alojados nesta zona e aquilo que mais nos marcou foi o cheiro intenso a comida logo de manhã e as noites animadas com as lojas e os restaurantes abertos até tarde e cheios de gente. É uma zona animada, com bons restaurantes, a bom preço, onde as cores vibrantes dos antigos edifícios coloniais contrastam com a parte moderna da cidade.

Visitámos vários templos hindus onde a entrada dos turistas é autorizada desde que sejam respeitadas as regras de indumentária. Infelizmente não conseguimos visitar a mesquita Abdul Gafoor, uma vez que estava a sofrer obras de recuperação.

Chinatown

Mais próxima do moderno centro da cidade, esta zona está também cheia de lojas e restaurantes e, tal como Little India, é uma zona muito animada e cheia de vida. Passámos aqui algum tempo a deambular pelas lojas de souvenirs e a absorver o espírito deste bairro onde também visitámos alguns templos e mesquitas. Um dos templos que mais nos impressionou foi o Buddha Tooth Relic, onde estava a decorrer uma cerimónia quando chegámos. Aqui visitámos uma exposição que explica a história do budismo em grande detalhe, mas o mais impressionante foi o que encontrámos no quarto piso, o alegado dente de Buda que está guardado numa divisão coberta de ouro onde os turistas não podem entrar, mas que pode ser observada através de um vidro.

Arab Street

Foi uma das zonas que mais gostámos na cidade, com belos edifícios coloniais que nos detivémos a observar enquanto aguardavamos a abertura de mesquita. Também nesta zona fica o Malay Heritage centre que acabámos por não visitar já que estava a ser “invadido” por grupos de excursões. Depois de visitarmos a mesquita, onde estava a decorrer um casamento ao qual pudemos assistir, passeámos um pouco pela Haji Lane. Nesta rua encontrámos algumas lojas estilo hipster com artigos originais e vários pequenos cafés e restaurantes que à noite se enchem de vida. Como passámos por aqui de manhã, a rua estava bastante calma, o que nos permitiu ver as lojas com calma e admirar a street art (que encontrámos um pouco por toda a cidade).

Sentosa e Mount Faber

Entrámos na ilha a pé pela ponte que a liga a Harbour Front. O nosso passeio pela ilha destinava-se apenas a conhecer um pouco a zona já que sabíamos que não teríamos tempo para aproveitar as muitas diversões da ilha. Decidimos percorrer a ilha ao longo das praias até ao forte Siloso onde pretendíamos acabar a nossa visita antes de apanharmos o teleférico em direcção ao Mount Faber.

Recomendamos a visita a este forte (gratuita) onde há uma exposição interactiva alusiva à II Guerra Mundial bastante informativa.

Daqui apanhámos o teleférico que passa por cima da ilha e de onde tivemos uma vista privilegiada dos estúdios da Universal (definitivamente a incluir no roteiro da próxima visita a Singapura!). É possível descer do teleférico em Harbour Front para regressar ao centro da cidade, mas decidimos continuar até ao Mount Faber (apesar de a altura me deixar nervosa…), de onde é possível ter uma vista extraordinária da zona sul de Singapura e de onde se podem avistar as várias ilhas do estreito de Singapura.

Passámos algumas horas neste parque rodeados pela floresta tropical com trilhos de caminhada onde os amantes da natureza e do desporto podem participar em várias actividades (birdwatching, caminhadas, etc). Apesar de ficar um pouco mais longe do centro, é definitivamente uma zona que vale a pena visitar.

Marina

Depois de uma passagem por Clarke Quay, conhecido pela vida noturna animada e pelos seus muitos restaurantes chegamos à zona da marina, onde terminavamos invariavelmente todos os nossos passeios. Fizemos todo o percurso à volta da marina passando pelo Merlion, a Esplanade Bridge, o teatro ao ar live, a Helix Bridge, o Museu de Arte e Ciência, onde visitámos a exposição Future World, e o centro comercial The Shoppes que pertence ao complexo Marina Bay Sands e onde aproveitámos muitas vezes para nos refrescarmos.

Todas as noites é possível assistir na marina ao espectáculo Spectra. Dura cerca de 15 min e é um espectáculo gratuito de luz, água e música. O melhor local para assistir é nos degraus em frente ao centro comercial e recomendamos que cheguem cedo se quiserem arranjar lugar sentados. É um espectáculo ao qual vale a pena assistir, e que é, como tudo em Singapura, impressionante!!

Do outro lado do centro comercial/hotel ficam os Gardens by the Bay com as suas imponentes árvores gigantes. Também aqui há diariamente um espectáculo de luz e som ao qual adorámos assistir. Para ter uma vista sobre os jardins é possível adquirir um bilhete para o OCBC Skyway, uma ponte que liga 2 das árvores onde se podem tirar belas fotos. Os jardins têm uma grande extensão de área verde que é possível visitar a pé ou num shuttle que tem paragens em diversos pontos ($3 para viagens ilimitadas no mesmo dia). Visitámos dois dos jardins fechados, a Cloud Forest e a Flower Dome. O nosso preferido foi definitivamente o primeiro com a sua grande cascata e as diferentes variedades de flores e plantas.

No último dia da nossa viagem passámos uma noite no hotel Marina Bay Sands para nos despedirmos da cidade (e comemorar o meu aniversário 😊). A piscina infinita no último piso permite ter uma vista magnífica sobre a skyline da cidade. No entanto, caso não pretendam passar uma noite no hotel, é possível ter esta vista da cidade adquirindo um bilhete para o Skypark Observation Deck.

  • Dicas importantes:

Não sendo uma cidade muito grande, é possível visitar grande parte dos locais sem precisar de utilizar os transportes, no entanto, o metro funciona bem, é rápido, fresco, nunca está muito cheio e os bilhetes têm um custo razoável (em média cerca de $1,7). Existe um tourist pass que permite utilizar os transportes com viagens ilimitadas durante um determinado período de tempo (1 a 3 dias), mas decidimos não o adquirir e no final da nossa viagem gastámos menos em transportes do que teríamos gasto com este bilhete.

As temperaturas em Singapura são altas e a percentagem de humidade também, pelo que andar na rua requer alguns cuidados (protector solar e chápeu foram muito úteis). Por toda a cidade há fontes de água potável onde enchemos as nossas garrafas para nos mantermos hidratados naquele calor.

Em Singapura há regras muito restritas relativamente ao consumo de alimentos e bebidas em alguns locais e não é permitido fumar em todo o lado, por isso estejam atentos à sinalização.

Sempre ouvimos dizer que Singapura era uma cidade cara e íamos preparados para isso, no entanto, com a excepção do alojamento, os preços não nos pareceram muito diferentes dos da Europa. É certo que, comparada com muitos países da Ásia, Singapura é uma cidade mais cara, mas encontrámos bons restaurantes onde comemos bem e gastámos um valor semelhante ao que gastaríamos na Europa, com a vantagem de ainda ganharmos na conversão da moeda.

Passear nas ruas de Singapura, explorar os diferentes bairros, descobrir a street art que se encontra por todo o lado e sentir a energia desta cidade foram para nós alguns dos pontos altos desta viagem. É uma cidade que queremos definitivamente voltar a visitar.

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