A nossa passagem pela Malásia nestas férias foi bastante curta. Contrariamente aos outros países que visitámos, não tinhamos muita informação sobre a Malásia e o que devíamos visitar, por isso limitámo-nos a passar um dia em Kuala Lumpur e meio dia nas Batu Caves (na tarde do segundo dia a chuva era tanta que não nos permitiu passear). Depois da nossa visita às Batu Caves, acompanhados por um guia, ficámos com algumas dicas de outras zonas da Malásia que vale a pena visitar e que são menos conhecidas pelos turistas ocidentais. Foi uma pena não termos sabido antes, mas assim temos sempre uma boa razão para voltar.
Kuala Lumpur
Kuala Lumpur é uma cidade moderna com um movimento incrível! Ficámos com a impressão que é uma mistura entre Singapura e a Indonésia, uma cidade moderna com um trânsito caótico onde carros, motas e peões circulam um pouco sem regras. Ainda que houvesse semáforos, atravessar a estrada era uma verdadeira aventura porque nem sempre os condutores os respeitavam e, como havia sempre tanto trânsito, as motas também circulavam pelo passeio. Como escolhemos um hotel que ficava bem no centro não precisámos de utilizar os transportes públicos e conseguimos evitar as confusões. Para chegar às torres Petronas bastava uma curta caminhada de cerca de 5 minutos.
Decidimos subir à torres para ter uma vista sobre a cidade e valeu muito a pena, a vista é incrível! Em toda a volta conseguimos ver todos os bairros que circundam as torres, incluindo o bairro Kampung Baru, o mais tradicional da cidade. Aqui os estrangeiros não têm o direito de alugar ou comprar casa e os habitantes parecem parados no tempo com as suas casas de madeira e um estilo de vida que parece não combinar com esta cidade cosmopolita. Não tivemos a oportunidade de passear neste bairro a pé (apenas passámos de autocarro) e será um dos sítios de passagem obrigatória na nossa próxima visita à Malásia.




Depois de passarmos algum tempo nas torres decidimos, como é nosso hábito, fazer um passeio a pé pela cidade e fomos até Chinatown. De passagem descobrimos o KL Forest Eco Park, que tem entrada gratuita e parece um pouco perdido na confusão da cidade. É um espaço agradável com pontes suspensas e vista sobre a cidade que, talvez por estar um pouco camuflado, não tinha muita gente e nos permitiu descansar um pouco.
Um pouco apanhados de surpresa pelo caos que é esta cidade, acabámos por não visitar todos os locais que pretendíamos no primeiro dia pensando que teríamos a oportunidade de o fazer no dia seguinte. Infelizmente a chuva trocou-nos as voltas e acabámos por não voltar a Chinatown e alguns sítios ficaram por visitar.
Apesar de não sermos amantes da vida noturna, decidimos ainda assim fazer uma passagem por Bukit Bintang, zona conhecida pela sua animada vida noturna e pelos muitos centros comerciais. Apesar da chuva, o movimento neste bairro era incrível! Passeámos um pouco pela zona, mas decidimos não ficar para muito tarde e optámos por jantar no centro comercial das torres Petronas num restaurante de comida típica (Madame Kwan’s) recomendado pela guia que nos levou às Batu Caves. Foi também graças à guia que ouvimos falar do espectáculo de água e luz que acontece diariamente no KLCC Park que fica mesmo atrás do centro comercial. Apesar de não ter a dimensão do que vimos em Singapura, é um espectáculo bonito e traz alguma animação àquela zona da cidade, por isso fica a dica!
Batu Caves
Para mim (Sandra) visitar as Batu Caves gerou um misto de sentimentos que não foi fácil de gerir.
Decidimos visitar este local depois de ver várias fotos no Instagram que nos pareceram interessantes, mas não tinhamos muita informação sobre o que esperar. Sabíamos que era possível chegar lá de comboio, mas optámos por reservar uma excursão de meio dia e achamos que foi uma boa decisão. Apesar de implicar fazer duas paragens em locais que claramente tinham como objectivo fazer-nos gastar dinheiro em artigos locais (ainda que não tenhamos sido pressionados a fazê-lo), o facto de sermos acompanhados por um guia pareceu-nos uma boa forma de conhecer melhor o sítio que íamos visitar. O preço da excursão foi bastante razoável e a guia aproveitou o percurso de autocarro para nos explicar a história de Kuala Lumpur e as particularidades da cultura e religião locais. Normalmente gostamos de explorar os locais sozinhos, mas por vezes, ter o acompanhamento de um guia pode ser muito interessante, especialmente num país sobre o qual não conhecíamos muito bem a cultura e a história. Foi também uma boa forma de receber dicas de restaurantes e de locais a visitar na próxima viagem à Malásia, na qual certamente não nos ficaremos apenas por Kuala Lumpur.
As Batu Caves são realmente muito bonitas com as suas escadas coloridas e a imponente estátua dourada à entrada. No entanto, a enorme quantidade de macacos que havia por todo o lado, principalmente dentro da gruta, deixou-me nervosa. Devido a uma má experiência na minha infância numa visita ao Jardim Zoológico de Lisboa, a minha interacção com macacos não é muito fácil e senti-me tensa durante todo o tempo que estive nas Batu Caves. Talvez por isso não tenha aproveitado bem a visita e apreciado devidamente o local. Já o Alexandre estava maravilhado e adorou conhecer as Batu Caves. No cimo das escadas há um templo dentro da gruta que tem uma atmosfera especial, talvez devido à forma como a luz entra no espaço e à humidade que se faz sentir. Na base das escadas também há outros templos e estátuas que se podem visitar e aí não há macacos, pelo que pude aproveitar o espaço um pouco melhor.





- Dicas importantes:
O aeroporto de Kuala Lumpur fica a cerca de 1h de distância do centro da cidade, pelo que é preciso ter isso em atenção por causa dos horários dos vôos. Há transportes até ao centro da cidade, mas um taxi custa cerca de 20€, pelo que pode ser uma boa opção para se deslocarem entre o centro da cidade e o aeroporto com rapidez e conforto.
O trânsito em Kuala Lumpur é extremamente caótico durante o dia e a hora de ponta começa muito cedo. Mesmo as deslocações a pé têm que ser feitas com cuidado porque os condutores nem sempre respeitam os semáforos.
As temperaturas em Kuala Lumpur são altas e a percentagem de humidade também, pelo que andar na rua requer alguns cuidados (protector solar e chápeu foram muito úteis). Infelizmente não encontrámos muitas fontes de água para encher as nossas garrafas, mas por toda a cidade havia centros comerciais onde entrámos para nos refrescarmos.
O preço da alimentação é bastante baixo, 2 pessoas conseguem fazer uma boa refeição por menos de 10€.
No final da nossa visita ficámos com a sensação de que ficou muita coisa por visitar, pelo que queremos definitivamente voltar à Malásia e explorar outras zonas além de Kuala Lumpur.






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